• Roni Carlos Costa Dalpiaz

TORREÃO SALVA-VIDAS

Nessas duas últimas semanas escrevi um pouco sobre monumentos, arte e turismo, sempre no intuito de despertar o interesse para este assunto. Aliás, faço isso na maioria das colunas que escrevo aqui neste jornal.


Dou sugestões, sugiro mudanças, dou a minha visão, sempre fundamentada no meu conhecimento do assunto ou de outros especialistas e, geralmente, me posiciono.

Essa é a função da coluna.

E por este motivo vou continuar fazendo este papel.

Desta vez eu retorno ao assunto do “Torreão” Salva-vidas, ou simplesmente Torre Salva-vidas da beira mar.

Já passaram várias administrações municipais e ela (a Torre) continua esquecida espremida entre os quiosques da beira mar. A única coisa que se lembram fazer é isolá-la para não causar nenhum problema.

Seu reboco está caindo, suas estruturas estão aparentes, sua pintura já se foi, seu entorno está sujo e mal cuidado. Enfim, do jeito que está é um atestado de desleixo público.

Agora falo no condicional, se “alguém” tiver (ou até já podem estar tendo) o interesse em revitalizá-la não esqueça de olhar suas antigas fotos, perguntar aos historiadores, aos mais antigos moradores e resgatar a sua “alma” e não apenas sua estrutura.

Lembro que, quando criança subíamos nos lances de escadas até chegarmos na parte mais alta, e de lá avistarmos tudo de cima. Era tudo diferente, havia os famosos (e controversos) guarda-sóis da SAPT, a grande faixa de areia, e não havia os quiosques nem o calçadão. Era perigoso, como ainda é, mas era um desafio!

Claro que hoje os cuidados estão redobrados, aquela “liberdade” perigosa não é mais aceita, e portanto a subida ao topo passou a ser proibida. Porém, com algumas regras seria possível realizar a visitação aos dois lances da Torre e até perpetuar a visita com boas fotos.

Porém, se não for possível proporcionar a subida na Torre pode-se fazer através da criatividade. As fotos podem ser feitas da parte de baixo da Torre, porém o seu entorno deve ser preparado para a visitação. Isso deve ser feito independentemente da autorização ou não da subida na Torre.

Neste entorno, preparado para receber os turistas, poderia ter uma maquete da orla na época de sua construção e uma amostra fotográfica das fases da sua existência, mostrando a sua imponência de então. Uma loja de souvenires e amenidades, um banheiro público, talvez, e uma pequena mas útil estrutura que permita o bem-estar dos visitantes.

São ideias, acredito que exista muitas outras, mas o importante é o resgate.

E seria um belo resgate da história de um dos monumentos que testemunhou as várias fases da cidade. Desta forma, tenho certeza, que o esquecido Torreão, restaurado e estruturado se transformará em mais um belo (e renovado) atrativo para a cidade.

Será que alguém se habilita?

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