• Roni Carlos Costa Dalpiaz

COLUNAS ANTIGAS - CICLOS DO TURISMO

Coluna originalmente publicada no jornal A Folha no ano de 2012.





“Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí com a família, Picoral decidiu transformar Torres numa moderna estação balnear. Em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luis André Maggi, Carlos Voges e outros torrenses, instalou seu balneário Picoral, agora descrito, marco histórico da introdução do turismo em Torres”.

Ruy Ruben Ruschel em seu livro Torres Origens, deixa claro como iniciou o ciclo da cidade de Torres como balneário. Nesta passagem do livro Ruschel destaca Picoral como o primeiro empreendedor turístico, não o primeiro hoteleiro, pois já havia alguns hotéis na cidade. O marco é principalmente na ideia da criação de uma estação balnear organizada para receber turistas que permaneceriam durante vários dias com alimentação, pouso e lazer. Muito semelhante aos resorts atuais.

Observando a história da cidade de Torres vemos o início do ciclo do Balneário Picoral em 1915 seu final em 1941, vemos o início do ciclo da SAPT em 1936 e sua decadência em 1996.

“Foi a 5 de fevereiro de 1936, às 21h30min, no salão do Hotel Picoral, em Torres. No retorno ao passado histórico, visualizamos os fundadores da SAPT naquele instante de inspiração criadora”.

“A SAPT cumpriu seu papel de liderança e conquistou o respeito de todos. Hoje, é página virada, mas jamais esquecida da história de Torres. [...] Teve o privilégio esta gestão de recolocar a SAPT ao lado de Torres. Ambas estão prontas para, de mãos dadas, fortalecidas e embelezadas, ingressarem no segundo milênio”.

Estes são trechos do livro Memórias da SAPT editado em 1996 nos 60 anos da sociedade.

Novo ciclo se inicia com a chegada dos argentinos nos anos oitenta e a crise de 2002 na Argentina enfraquece, mas não fecha o ciclo, pois eles ainda freqüentam nossas praias (porém em número muito menor do que no início do ciclo).

Foram três grandes ciclos turísticos de mais ou menos 40 anos entre o início, apogeu e declínio. Será 2020 o início de um novo e diferente ciclo?

E a história se repetirá?

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